[PORQUE E COMO] - Estar ansioso não é ruim. Entenda.

Resumo: aqui você vai ler sobre como o cérebro e o organismo se comportam quando manifestam sintomas de ansiedade. Vai ver também que ela não é ruim, pois graças a ansiedade os primeiros homens conseguiram manter-se vivos. Além disso, uma lista com algumas dicas de como agir quando perceber que está ansioso demais e isso está prejudicando sua vida.

UM PAÍS ANSIOSO

Pesquisa ansiedadeno ambiente escolar

O brasil é o país com mais índice de pessoas com transtorno de ansiedade no mundo.

Se tornou comum as pessoas atribuírem qualquer dificuldade que tenham à ansiedade. Esta parece ser a doença do século. As pessoas não conseguem explicar as coisas que acontecem em suas vidas – O porquê de não atingirem seus objetivos e não conseguirem fazer suas coisas – e atribuem a culpa a ela: a ansiedade.

Fonte: Pisa, 2017.

Ansiedade é você não estar presente no presente. “Como será? O que vai acontecer a seguir?”. Os indivíduos não estão inteiros fazendo o que estão fazendo. O relógio interno está mais rápido do que o relógio vida.

O momento seguinte vai chegar e quando ele chegar, você deve estar lá completamente presente nesse instante.

As pessoas estão aceleradas. Nunca a humanidade passou tanto tempo conectados. A quantidade de tempo que temos para investir criando conexões reais está sendo diminuída devido ao tempo que as pessoas passam conectas as mídias digitais e à velocidade em que a quantidade de informação que o indivíduo acessa o faz ficar mais acelerado.

Muitas pessoas têm medo dos sintomas da ansiedade: coração batendo forte, sudorese, falta de ar e inquietação.

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Ansiedade é uma sensação da excessiva ativação do sistema nervoso. Estamos falando da ansiedade pertinente ao medo. Mas o sistema nervoso não acelera apenas quando o indivíduo tem ansiedade de medo. Ele também acelera quando se está muito feliz. Quando você tem uma grande viajem, talvez você não consiga dormir bem por uma ou duas noites, por exemplo.

O ser humano não vive sem a ansiedade. Os nossos ancestrais só conseguiram sobreviver graças a ela. Nos primórdios da civilização, era necessário lutar contra animais ferozes, ultrapassar barreiras sem o auxílio das máquinas que temos hoje e se adaptar as variações climáticas e aos perigos de cada região. Eles viveram situações ameaçadoras e isso os fez desenvolverem a ansiedade.

Todos já nascem com o mecanismo da ansiedade. Ela não é inimiga. O medo de trovão veio das experiências que nossos ancestrais tiveram porque vivenciaram situações estressantes relacionadas a este fenômeno.

O papel da ansiedade é tirar o indivíduo de qualquer situação aflitante, seja correndo, lutando ou dissimulando e ficando parado.

Um rato tem medo de um gato sempre, mesmo que um gato nunca tenha visto um antes ou que algum gato corresse atrás desse rato. Imagine que você está em um parque de diversões e se sente um pouco mal, uma dor nas pernas devido ao seu treino da academia no dia anterior. O seu sistema nervoso entra em alerta, pois você começa a ficar apreensivo. Se essa apreensão for muito forte ou se muito frequente, você vai fazer no caminho da sua memória uma trilha de medo de parque de diversões. Toda vez que você se aproximar de um lugar parecido, a apreensão que você teve lá naquele parque volta. Você passa a ter um medo por condicionamento. Você desenvolve um medo.

O medo é palpável. Você sempre tem medo de algo. Crianças, medo de trovão; algumas pessoas, medo de barata. Já a ansiedade é difusa. Não é tão fácil definir o que a causou.

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IMAGINANDO NA PRÁTICA

Imagine que você está caminhando em uma rua à noite e percebe alguém caminhando alguns metros atrás de você. Esta informação recebida pelo visão e audição vai ao tálamo, que fica no centro do cérebro, e este distribui duas mensagens.

A primeira mensagem vai para a amígdala do sistema de preservação (o cérebro reptiliano) e outra para o córtex, que é a parte pensante do cérebro. A amigdala vai deixar o organismo pronto para fugir daquela situação ameaçadora, liberando hormônios, aumentando os batimentos cardíacos, acelerando a respiração e com outros sintomas de ansiedade em evolução.

A segunda mensagem vai ao córtex, a parte inteligente, que vai avaliar esta notícia. Ele não vai fazer seu corpo sair correndo. Vai fazer a avaliação no seu imaginário usando as suas referências sobre aquela situação, procurando descobrir o que é que está acontecendo.

Em determinado momento, a pessoa que estava caminhando atrás de você pega um molho de chaves e entra em uma casa, imediatamente o córtex envia para a amigdala um sinal informando que não é necessário sair fugir ou gritar socorro, apenas manter-se prestando atenção ao trajeto.

Com a conclusão sobre o fato ocorrido, os sintomas conscientizados, você vai respirar fundo e pensar: “-Ufa, ainda bem que não era um assaltante”. Todo o seu sistema volta ao normal e só vai tê-los de novo quando se sentir ameaçado.

COMO APRENDEMOS A TER MEDO?