Amar a Vida Independente do que Acontecer e Lutar por Ela


Pra auxiliar as mulheres a sentirem-se com esperança de viver por muitos anos com saúde!


Minha mãe, Dirce Pessoa de Brum Aragón, com 42 anos de idade, foi diagnosticada com câncer de mama. Não sei informar qual tipo, pois eu tinha apenas 14 anos. Ela era enfermeira chefe do HCPA e provavelmente, naquela época, quando as mulheres tinham câncer de mama, ficavam mutiladas, pois aqui no Brasil, ainda não havia prótese mamária. Dois anos depois, nossa família ficou sabendo que ela estava muito doente, pois não conseguia mais esconder a doença. Então, ainda tentou recorrer à quimioterapia, mas teve que retirar o útero. Mais já era tarde, pois estava com metástase. A doença afetou o pulmão e por último a cabeça. Acredito que, minha mãe, por ter conhecimento médico da doença, preferiu não mutilar-se a achar que teria alguma chance de vencer o câncer. Outros tempos! Ela faleceu com 44 anos de idade, deixando marido e três filhos: eu com 16 anos, meu irmão com 14 anos e minha irmã com 12 anos. E seguimos a vida com muita tristeza! Por tudo isso que passei e por ser muito parecida com minha mãe, sempre tive muito medo de ter câncer de mama e morrer jovem como ela. Então, fazia exames preventivos: mamografia, ultrassonografia e Papanicolau impreterivelmente, de 6 em 6 meses, mesmo meu ginecologista achando que poderiam ser feitos de ano em ano. Mas, eu insisti! Com 45 anos, em setembro de 2009, estava trabalhando como corretora de imóveis, num período de muito “stress” e sentia muita enxaqueca. Falei pro meu marido e ele me lembrou que estava na época de fazer os exames preventivos, mas além da dor de cabeça, não sentia nada anormal. Marquei a consulta e então, o médico solicitou uma mamografia e Papanicolau. Na mamografia, apareceram micro calcificações RAID3, suspeitas, mas quão levei no médico, ele sugeriu que fosse repetido o exame em 6 meses. Fiquei muito nervosa e com um medo avassalador!

Em dezembro de 2009, como ia passar o Natal e o Ano Novo com meus dois filhos mais velhos, que na época tinham 24 e 21 anos, decidi fazer a mamografia de alta resolução, antes de ir para Porto Alegre.

A interpretação do exame foi tumor suspeito, RAID2. Então, o médico ginecologista, pediu para que marcasse uma consulta com um mastologista, aqui em Curitiba. Antes de viajar e com muito medo, agendei a consulta para dia 9 de janeiro de 2010. Consultas com esse médico, que é um dos melhores mastologistas do Brasil, só era possível com, no mínimo, 4 meses de antecedência, e eu consegui em 20 dias.

Bem, fui passar o Natal e Ano Novo, muito nervosa, triste e achando que iria morrer em breve. O que seria dos meus filhos e marido? Meu filho menor tinha 9 anos (era minha maior preocupação).

No dia 9 de janeiro fui à consulta acompanhada de uma grande amiga. O médico olhou os exames e disse que se eu quisesse, a cirurgia poderia ser feita e até julho deste ano, mas eu estava decidida a fazer o mais rápido possível. Que ele só iria retirar uma parte da mama, onde estava a lesão. Então, ele solicitou uma biópsia. Daí, meu mundo caiu, literalmente. Esse 10 dias em que tive que esperar o resultado, foi um dos piores momentos que já passei na vida. Tinha certeza de que estava doente e que iria morrer logo.

Meu marido leu o laudo, antes de irmos ao médico e disse que estava tudo bem, mas tudo estava muito pior do que havia achado o médico.

Quando o médico leu o diagnóstico, ele mesmo ficou chocado, surpreso: tumor intraductal, altamente infiltrante, RAID6. Eu chorei muito e naquela hora e por muito tempo, achei que teria semanas de vida. O que iria ser da minha família sem mim?

Então, foi solicitado um checkup, inclusive uma ressonância magnética, para verificar se havia algum outro foco da doença no meu corpo. Graças a Deus, o câncer estava somente na mama esquerda, mas já querendo se instalar na mama direita. Conversamos com o médico e ele orientou que fossem retiradas as duas mamas para maior segurança. Eu aceitei, pois queria vencer o câncer.

A cirurgia foi agendada para fevereiro, tão logo ficaram prontos os exames pré-operatórios, na época do carnaval.

Minha filha mais velha veio de Porto Alegre e alguns minutos antes de irmos pro hospital, eu, minha filha e minha amiga, nos ajoelhamos ao pé da minha cama e oramos com muita fé e pedimos que Deus juntamente com os médicos livrasse meu corpo daquela doença. Meus pais, já falecidos, na época, estavam junto com a gente e mandaram um recado através da minha filha (que não acreditava em espiritismo) que ia dar tudo certo e que iriam me acompanhar até a entrada do hospital.

Meu marido sempre comigo! Fui até lá, numa tranquilidade que não sei explicar. Só pensava que iria sair da cirurgia com meus novos seios, lindos, grandes e SADIOS.

A cirurgia foi um sucesso! Meu marido conta que o oncologista e o cirurgião plástico entraram no quarto, enquanto eu estava na recuperação, abraçados e muito emocionados, dando a notícia de que tinham conseguido remover todo o câncer e que tinha corrido tudo bem.

Poucas horas depois, já estava no quarto (a cirurgia iniciou às 7h da manhã). E no final do dia, já tinha tido alta, mas resolvi voltar pra casa no outro dia pela manhã.

Após um mês, iniciei a primeira de quatro sessões de quimioterapia, que o médico pediu, mas em caráter preventivo, porque a lesão não havia mais.

Perdi meu cabelo e todos os pelos do corpo. Dai, comprei uma peruca que era igual ao meu cabelo. Sofri muito, quando fiquei careca, mas aos poucos, fui me acostumando. Só lembro-me do meu grande médico falando que o cabelo cresce novamente e que era necessário fazer a quimio. Foram sessões de 20 em 20 dias. Procurei me alimentar muito bem, com bastante verde e alimentos que aumentassem minha imunidade. Só tive enjôo uma vez, mas tive bastante dor muscular, especialmente nas pernas. Mas eu continuava em frente!

Terminada a quimio, depois de um mês, iniciei o tratamento de cinco anos com o Tamoxifeno, porque o exame que fiz, resultou que eu sou altamente reagente. O médico disse que era exatamente o que ele esperava. Ele sorriu! E nós também!

Ainda muito insegura, sem saber como ia conduzir minha vida. Meu querido marido, engenheiro, pediu demissão, e ficou o tempo todo cuidando de mim. Hoje, ele conta que ia chorar escondido, pra eu não ver.

Os exames inicialmente eram feitos de 3 em 3 meses, depois de 6 em 6 meses e hoje de ano em ano, mas nesse intervalo, vou ao médico pra ele ver como estou.

Resolvi voltar a estudar por sugestão da minha filha, apoio do marido, dos outros filhos e dos amigos. Voltei pra faculdade, pra estudar e me tornar Designer de Interiores.

Colei grau no dia 21 de setembro desse ano, dez dias após completar 50 anos de vida. Comemorei com a família, amigos e colegas num maravilhoso baile de formatura. Momento inesquecível e muito feliz!

Parece que o medo e o pavor, à medida que o tempo passa, diminuem. Tento substituir pela fé e pelo amor que Deus tem por mim!

Acabei de fazer o check-up anual no final de novembro e está tudo bem. Volto no médico em maio pra ele me ver e em novembro, todos os anos, refaço os exames de controle.

Em junho do ano que vem, daqui a 6 meses, completo 5 anos de tratamento.

Gostaria que todas as mulheres que estão em tratamento de câncer de mama e mulheres que venceram aquela doença leiam com atenção meu depoimento.

Pois foi, por perder a mãe tão cedo, daquela forma muito dolorida e assustadora que resolvi fazer diferente, pois hoje os recursos são inúmeros e a chance de cura é grande, se diagnosticado o câncer no início.

Por isso, mulheres, não tenham medo e não se esqueçam de fazer os exames preventivos SEMPRE!

NÃO ESQUEÇAM!

A melhor forma de derrotar esse mal é se prevenindo!

E a melhor forma para enfrentar o tratamento e vencer a doença é ter muito amor a nossa volta e pessoas que nos amam em constante oração e pensamentos positivos.


AMAR A VIDA INDEPENDENTE DO QUE ACONTECER E LUTAR POR ELA!


Muita saúde a todos nós!!!!!!!!!!!!!!

Luiza Edília de Brum Aragón – Designer de Interiores – Graduada em Design de Interiores pela Universidade Tuiuti do Paraná, em 2013. Formação em Terapias Alternativas e em Consultoria Imobiliária.


Email: luizaaragon@yahoo.com

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